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Verão europeu sem perrengue: dicas e festivais

Guia de temporada · Dicas + Festivais · Leitura: 4 min

O verão europeu é real e o caos também pode ser

O verão europeu é um dos roteiros mais desejados do mundo. Santorini, Positano, Formentera. Bonitos no Instagram. Pesados na vida real, quando você não sabe como chegar, quando chegar, ou onde não chegar.

No pico da temporada, Santorini vira um estudo de caso sobre o que acontece quando um lugar não aguenta a própria fama. É fila para tirar foto, restaurante sem mesa, calçada intransitável às 10h da manhã.

E não existe um culpado. É a lógica do verão europeu: todo mundo quer o mesmo lugar ao mesmo tempo. O que muda é quem sabe trabalhar isso a favor.

Centro de Oia, na ilha de Santorini, Grécia
O verão europeu funciona muito bem quando você acerta em como viver o destino.

A diferença entre uma viagem boa e uma viagem frustrante raramente é o destino. Quase sempre é a hora em que você chegou, o lado da ilha em que ficou, ou a alternativa que você não sabia que existia.

Dicas que fazem diferença

KOTOR, MONTENEGRO

Não fique apenas em Dubrovnik

A cidade velha de Dubrovnik tem 1.500 moradores. No verão, recebe meio milhão de turistas de cruzeiro. O resultado é o que você imagina: muralhas lotadas, ruelas intransitáveis, restaurantes que já esqueceram o que é cozinha local.

A solução não é evitar Dubrovnik, é entender que ela funciona como base. De lá, Kotor fica a menos de duas horas. A baía é espetacular, a cidade velha tem o mesmo DNA veneziano, e o movimento é completamente diferente. Quem dorme dentro das muralhas de Kotor depois que os visitantes do dia vão embora encontra um lugar que Dubrovnik perdeu há muito tempo.

Cidade histórica de Perast, na Baía de Kotor
Ilha de São Jorge, perto da cidade de Perast, na Baía de Kotor
Centro histórico de Kotor, Montenegro

Kotor é Patrimônio da Humanidade pela Unesco e ainda não entrou no radar dos cruzeiros em peso. Por enquanto…

PUGLIA, ITÁLIA

O sul da Itália que não é Roma, Florença, nem Amalfi

Enquanto a Costa Amalfitana entra em colapso logístico no verão, a Puglia segue funcionando. Praias no Adriático, os trulli em Alberobello, cetro histórico em Polignano a Mare, e uma cozinha que não precisa de nada além de azeite e um bom pão para impressionar.

Os italianos conhecem a Puglia há décadas. O turismo internacional chegou mais devagar, o que preservou a cadeia de restaurantes de família, os preços e o ritmo. Lecce tem um centro histórico barroco que rivaliza com qualquer ponto turístico no norte, com uma fração do movimento. Não é exatamente um segredo, mas ainda está longe de ser óbvio.

Os famosos trulli de Alberobello
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Polignano a Mare
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Centro histórico de Lecce

Polignano a Mare fica a 35 minutos de Bari. Se vai voar para o sul da Itália, Bari é o aeroporto certo.

CINQUE TERRE, ITÁLIA

É bonito. E também é o segundo lugar mais lotado da Ligúria.

Cinque Terre virou parada obrigatória, e isso cobra um preço. As trilhas entre as vilas ficam fechadas ou controladas no pico do verão, os trens regionais chegam a parar de vender bilhetes de tão cheios, e quem aparece em Vernazza depois do meio-dia disputa espaço com grupos inteiros descendo de ônibus.

Quem vai, vai cedo. A primeira hora da manhã em Manarola, antes dos primeiros trens de Gênova, é uma experiência completamente diferente do que acontece três horas depois. O cartão do Cinque Terre Park dá acesso às trilhas com controle de horário. Vale pegar o slot da manhã.

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Vilarejo de Manarola, na costa de Cinque Terre
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Santa Margherita Ligure
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Vilarejo à beira-mar de Rapallo

Portofino é lindo, mas as praias ali pela costa, como Santa Margherita Ligure e Rapallo, tem um mar no mesmo nível e bem menos muvuca. Vale a visita.

RIVIERA FRANCESA

No verão, Nice tem tudo, principalmente, muita gente.

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Saint-Jean-Cap-Ferrat

A dez minutos de Nice, em Saint-Jean-Cap-Ferrat, o cenário muda completamente. Praias mais reservadas, menos movimento, outra qualidade de presença. A península é conhecida por isso, mas não é o tipo de coisa que aparece em roteiros prontos.

FORMENTERA, ESPANHA

A ilha é outra se você chega cedo.

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Formentera

Quem ancora antes do almoço pega mar calmo, escolhe bem a mesa, come sem pressa. Quem chega depois do meio-dia encontra espera, serviço pressionado e movimento o tempo todo. Mesmo lugar, mesma semana, experiências opostas. Não é exagero, é o que acontece.

COSTA AMALFITANA, ITÁLIA

Positano de barco, ou bem cedo. Sem meio-termo.

Depois das 11h, a SS163 (Strada Statale 163 Amalfitana ou Estrada Amalfitana) entra em colapso, a praia some debaixo de guarda-sóis e os restaurantes somem debaixo de fila. Quem acessa de barco salta no pier, sobe as escadarias ainda com calma e encontra uma versão do lugar que a maioria das pessoas simplesmente não conhece.

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Atrani
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Fiorde de Furore
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Caminho dos Deuses

Acesso marítimo recomendado para evitar o congestionamento na SS163.

4 destinos que ainda têm controle

Alguns lugares ainda permitem viver o verão europeu sem disputar espaço com o mundo inteiro. São escolhas que pedem um pouco mais de pesquisa, mas entregam o que os outros prometem.

PAROS, GRÉCIA

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Vilarejo pitoresco de Naousa, na ilha de Paros, nas Cíclades

Tem o mar e a pedra calcária das Cíclades, sem a lógica de parque temático de Mykonos.

MONTENEGRO, ADRIÁTICO

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Praia ao lado da ilha de Sveti Stefan, na região de Budva, Montenegro

Costa boa e ainda fora do radar principal. Porém não deve durar muito assim, tem entrado em muita wishlist.

MENORCA, ESPANHA

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Cala en Turqueta (Praia de Turqueta), em Menorca, Espanha.

O crescimento é limitado por regra, o que protege a ilha de virar mais uma vítima do próprio sucesso.

COMPORTA, PORTUGAL

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Praia da Comporta, no Alentejo

Discreta por natureza. Continua sendo um lugar para experiênciar, muito além para postar.

E com o verão vem também a temporada de festivais

Não é só música. Tem cidade virando palco, ilha virando festa e tradição centenária que ainda lota ruas. Se vai estar na Europa de qualquer forma, vale saber o que está acontecendo ao redor e, de repente, viver um dia de muvuca cultural bem organizada.

Julho | Avignon, França

Teatro tomando a cidade inteira: palco em rua, em praça, em palácio. Cultura intensa, do jeito que a França gosta de fazer.

Junho | Barcelona, Espanha

Curadoria respeitada, vibe urbana e uma cidade que abraça o festival de verdade. Indie, pop, eletrônico, o que mais fizer sentido na cena musical.

Julho | Boom, Bélgica

O maior festival de música eletrônica do mundo. Cenários que não fazem sentido fora de lá, produção absurda, line-up que não decepciona. Vai uma vez para entender do que todo mundo fala.

Jul - Ago | Bayreuth, Alemanha

Para quem leva ópera a sério. É Wagner em estado puro. Discreto, exclusivo, com público extremamente fiel. Não é para qualquer viagem.

Agosto | Budapeste, Hungria

Uma ilha inteira virada em festival, no meio do Danúbio. Line-up global, vibe jovem, estrutura enorme. Uma semana que surpreende.

Julho | Pamplona, Espanha

Sim, tem a corrida de touros, mas também tem dias seguidos de festa sem hora para acabar. Pamplona em julho é uma categoria à parte.

Junho | Donington Park, Reino Unido

Hard rock e metal, sem concessão. Nichado, fiel à proposta, com uma base de fãs que leva o festival a sério.

Jul - Ago | Salzburgo, Áustria

Ópera, concertos e elegância no berço de Mozart. Tudo muito bem executado. Exatamente o que você espera da Áustria.

O verão europeu continua
sendo muito bom

E nunca deixará de ser quando bem construído, tem fluidez em destinos que o mundo inteiro disputa ao mesmo tempo. Nos contate e ajudaremos a montar esse roteiro de acordo com o seu estilo de viagem.
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